Pelo Carrascal e Vale Palheiros
Venha percorrer os antigos caminhos de Atenor com a companhia dos burros de Miranda, uma raça autóctone desta região e em vias de extinção.
Aproveite ainda para conhecer o Centro da AEPGA “O Palheirico”, e ainda, dependendo da época do ano, acarinhar pequenos burricos nascidos ali.
Duração: 1 hora
Número de pessoas: sem limite
Ponto de partida: Atenor
Ponto de chegada: Atenor
Dificuldade: Fácil. Sempre por caminhos
Distância: 1.5 km
Burros: 1 burro/1-3 pessoas
Motivos de interesse: paisagem, cultura
Observações: metade do caminho ao longo do ribeiro por entre freixos e salgueiros – percurso aconselhável para Primavera e Verão.
Preço:
15 €/burro
Descrição:
Deixamos o lameiro dos burros e apanhamos o caminho imediatamente à esquerda que desce até ao ribeiro de Vale Palheiros. Ao longo da caminhada vamo-nos deparando com algumas zonas de mato com azinheiras (carrascos), giestas, estevas e rosmaninho, intercaladas com olivais. Tal como praticamente todas as aldeias da região, Atenor também possui vários pombais tradicionais outrora utilizados para a produção de pombinho (estrume) e para alimentação (pombos e borrachinhos). Actualmente muitas destas estruturas encontram-se em estado de abandono, reflexo do envelhecimento da população e abandono agrícola, servindo de refúgio para estorninhos e corujas.
Ao aproximarmo-nos do ribeiro chegamos à zona das hortas, terras antigamente todas elas cultivadas com produtos hortícolas. A ligeira distância ao povoado fez com que a maior parte fosse abandonada. Seguimos caminho e mesmo antes do pontão viramos à esquerda por um caminho entre muros de pedra que rodeiam pequenas hortas.

Todos estes pedaços de terra eram regados com água do ribeiro extraída através de cegonhos artesanais (estruturas de madeira com um peso numa extremidade e um balde na outra que mergulhava no poço ou ribeiro). No final do caminho, e antes de seguir em frente pelo antigo carreirão do Carrascal, vale a pena parar um pouco junto à antiga pontica de lages de xisto.

Continuamos então pelo refrescante carreiro, ao lado de lameiros verdejantes e sob a sombra de freixos e salgueiros.

No final deste estreito caminho, deparamo-nos com um antiga fonte rodeada por fragas (zona pedregosa) onde outrora as mulheres lavavam e secavam a roupa. Dizem que num dia de sol, enquanto lavavam, a restante roupa se secava estendida em cima dos carrascos. Era o único sítio onde podiam lavar durante o Inverno, pois a água nunca se congelava. Subindo a pequena ladeira, regressamos a Atenor, passando ainda pelo largo da Igreja.

Para marcações: burranco@gmail.com ou 960173863/914093724
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Pelo caminho da Laganhosa
Venha percorrer os antigos caminhos de Atenor com a companhia dos burros de Miranda, uma raça autóctone desta região e em vias de extinção.
Aproveite ainda para conhecer o Centro da AEPGA “O Palheirico”, e ainda, dependendo da época do ano, acarinhar pequenos burricos nascidos ali.
Duração: 3 horas
Número de pessoas: sem limite
Ponto de partida: Atenor
Ponto de chegada: Atenor
Dificuldade: Fácil. Sempre por caminhos
Distância: 8 km
Burros: 1 burro/1-3 pessoas
Motivos de interesse: paisagem, cultura, história, flora e fauna
Preço:
30€/burro
Descrição:
Começamos o percurso descendo até ao largo da Igreja e seguimos para a esquerda atravessando toda a povoação. Ao chegarmos à estrada, atravessamo-la e seguimos pelo caminho, em frente, deixando a zona das hortas junto a Atenor (Faceiras ou Faceirio). Seguimos sempre pelo caminho principal em terra, observando os campos que nos rodeiam, ladeados de carvalhos, carrascos e freixos.

Mais à frente à esquerda, junto ao caminho, encontramos um antigo tanque em pissarra (lages de xisto) – estamos na Pocica do Salgueirico. Aqui, dependendo da época do ano poderemos aproveitar para observar alguns anfíbios como o tritão-de-ventre-laranja, tritão-mamoreado e salamandra. Seguimos, passando agora por uma zona de lameiros onde podemos ver um magnífico exemplo de um muro típico da região (à esquerda em volta de um lameiro), no qual predominam as lages grandes colocadas ao alto denominadas por fincões.

Estas antigas paredes constituem verdadeiras obras de arte e vestígios da construção artesanal de outrora.


Um pouco mais à frente entramos num caminho que sai à nossa esquerda, com muros e carvalhos dos dois lados, que nos leva até ao antigo caminho que ligava Palaçoulo a terras de Algoso. Viramos à esquerda e subimos a encosta contornando vinhas e olivais, algumas das principais produções agrícolas desta região.

Já quase no alto, passamos na Serrana, por entre enormes sobreiros, atravessando a estrada de Palaçoulo. Seguimos em frente começando a descer, vislumbrando uma deslumbrante paisagem com o Castelo de Algoso ao longe, e a aldeia de Teixeira em primeiro plano.

Mais à frente paramos junto à Fraga da Lapa para observarmos as antigas inscrições rupestres.


Continuando pelo mesmo caminho, atingiremos uma outra zona de sobreiros onde vamos parar um pouco a descansar à sombra do último sobreiro que encontrarmos – um magnífico sobreiro centenário.

Após atravessarmos de novo a estrada asfaltada, seguimos pelo caminho de Teixeira de regresso a Atenor.
Para marcações: burranco@gmail.com ou 960173863/914093724
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Arribas de Sendim e Capela dos Santos
Venha percorrer os antigos caminhos que ligam Atenor a Sendim com a companhia dos burros de Miranda, uma raça autóctone desta região e em vias de extinção.
Aproveite ainda para conhecer o Centro da AEPGA “O Palheirico” em Atenor, e ainda, dependendo da época do ano, acarinhar pequenos burricos nascidos ali.
Duração: 7 horas
Número de pessoas: sem limite
Ponto de partida: Atenor
Ponto de chegada: Sendim
Dificuldade: Médio. Sempre por caminhos
Distância: 15 km
Burros: 1 burro/1-3 pessoas
Motivos de interesse: paisagem, cultura, património, fauna, flora, Parque Natural do Douro Internacional
Observações: aconselhável levar binóculos
Preço:
50 €/pessoa (sem alimentação)
60 €/pessoa (com almoço/merenda incluída)
Descrição:
O objectivo final desta rota passará por conhecer um antigo abrigo na rocha com uma bonita pintura mural (tipo fresco) denominado como “Capela dos Santos” ou simplesmente “Santos”.

Partimos de Atenor, pelo caminho de Vale Boi, atravessando ribeiras, montes e campos em direcção a Sendim. Aqui, começaremos por uma visita à vila e aos seus pontos de interesse, visitando ainda alguns locais de fabrico e venda de produtos artesanais. Alforjas, capas de honra, e enchidos variados (chouriças, salpicões, bulhos, chavianos) podem ser adquiridos a produtores locais.
Partimos com direcção Este, caminhando durante o primeiro Km por entre vinhas e olivais que se estendem pelo horizonte. Iremos avançando por entre pombais tradicionais, cegonhos e velhas curraladas de pedra. Pequenas linhas de água irão surgindo por entre terrenos graníticos e xistosos.

O segundo Km inicia-se junto a um pequeno vale, ultrapassando o ribeiro de Sendim. Nas proximidades da água a paisagem muda, observando-se pequenas hortas, poços com os respectivos cegonhos e lameiros ladeados por freixos e ulmeiros antigos.
No terceiro Km a paisagem torna a mudar, tornando-se mais agreste e marcada pela devastação dos incêndios recentes. A rocha anteriormente predominante, o xisto, é substituída por blocos de granito que se estendem até às escarpas sobranceiras ao rio Douro. A vegetação arbórea é composta por zimbros e carrascos, e a arbustiva formada por estevais e giestais. Pelo meio da vegetação, é possível vislumbrar alguma curriça dos pastores e pequenos abrigos, situados a meia encosta. Mais longe, observam-se as arribas, sob grandes aglomerados de granito com formas arredondadas (cabeços).

Aí poderão ser observadas algumas espécies de aves de rapina ameaçadas, tal como a águia de Bonelli, o grifo ou o abutre do Egipto. A cegonha-negra, ave de voo esbelto e tranquilo, também pode ser avistada próximo das arribas ou de alguma ribeira.
“Santos”
Este recinto, coberto por duas fragas cobertas por uma outra conhecida por "lhapo" (abrigo em mirandês), serviu outrora de abrigo a agricultores e pastores da zona. As paredes do abrigo guardam uma invulgar pintura mural datada do século XVI, que representa a Nossa Senhora da Glória, a Santíssima Trindade, S. Paulo, dois frades, uma pomba e um corvo.

Exibe ainda uma legenda que faz alusão à pessoa que terá encomendado a obra no ano de 1553. Supõe-se que terá pertencido a uma confraria, devido à existência de ruínas de uma capela alguns metros mais abaixo – Capela de S. Paulo - na margem do Rio Douro.
Os “Santos” estão guardados por um zimbro (sinónimo de Resistência) e por uma oliveira (sinónimo de Paz).
Para marcações: burranco@gmail.com ou 960173863/914093724
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Por Vales e Ribeiras de Atenor a Vale de Algoso
Venha percorrer os antigos caminhos que ligam Atenor a Vale de Algoso com a companhia dos burros de Miranda, uma raça autóctone desta região e em vias de extinção.
Aproveite ainda para conhecer o Centro da AEPGA “O Palheirico” em Atenor, e ainda, dependendo da época do ano, acarinhar pequenos burricos nascidos ali.
Duração: 7 horas
Número de pessoas: mínimo 4 pessoas
Ponto de partida: Atenor
Ponto de chegada: Vale de Algoso
Dificuldade: Médio (alguns desníveis consideráveis para ultrapassar os pequenos vales). Sempre por caminhos.
Distância: 14 km
Burros: 1 burro/1-3 pessoas
Motivos de interesse: paisagem, cultura, património, fauna, flora
Preço:
25 €/pessoa (sem alimentação)
35 €/pessoa (com almoço/merenda incluída)
Desde a aldeia de Atenor, partiremos numa grande aventura tendo como companheiros de viagem alguns exemplares de Burros de Miranda. Passaremos por montes e vales verdejantes, seguindo por caminhos utilizados pelas pessoas locais desde há muitos anos, até atingirmos Vale de Algoso.

Logo um pouco após a saída de Atenor, vislumbraremos o Castelo de Algoso ao longe, espreitando por entre montes salpicados de campos e pombais tradicionais. Passaremos ao lado de Teixeira e seguiremos em fila indiana por um velho carreirão outrora utilizado para chegar de forma mais rápida até Mora (a aldeia vizinha). O carreirão acompanha o Ribeiro do Prado, até atingirmos a Ribeira das Tortulhas. Dependendo da época do ano atravessá-la poderá ser uma aventura!

Deparamo-nos depois com uma subida em zig-zag até Mora onde faremos uma paragem para a merenda e um descanso. Aproveitamos para conviver um pouco com os habitantes da aldeia, fiéis representantes da amabilidade e simpatia transmontana.
O caminho até Uva é curto e sem grandes dificuldades. Logo depois de alguns minutos de caminho, poderemos observar a aldeia dos pombais.

Após passarmos as eiras, local onde anteriormente o cereal era trilhado e separado, entraremos na povoação onde tentaremos visitar um dos seus muitos pombais tradicionais.
Seguiremos o antigo caminho até Vale de Algoso, durante o qual atravessaremos o Rio Angueira através de um açude, junto às ruínas de um antigo moinho de água. Após a última subida da jornada, atingiremos Vale de Algoso, aldeia onde as casas antigas de pedra ainda predominam.


Contactos: burranco@gmail.pt ou 960173863/914093724
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