Por caminhos medievais de Atenor até Algoso
Venha percorrer os antigos caminhos que ligam Atenor a Algoso com a companhia dos burros de Miranda, uma raça autóctone desta região e em vias de extinção.
Aproveite ainda para conhecer o Centro da AEPGA “O Palheirico” em Atenor, e ainda, dependendo da época do ano, acarinhar pequenos burricos nascidos ali.
Duração: 3 dias
Número de pessoas: nº mínimo de participantes - 6 adultos (para números inferiores terá de ocorrer adaptação do preço)
Ponto de partida: Atenor
Ponto de chegada: Atenor
Dificuldade: Médio (alguns desníveis consideráveis para ultrapassar os pequenos vales). Sempre por caminhos.
Distância: 43 km
Burros: 1 burro/2-3 pessoas
Motivos de interesse: paisagem, cultura, património, fauna, flora
Observações: aconselhável levar binóculos
Preço:
Burriqueiro Familiar - 270 €/pessoa
Burriqueiro Campista – 195 €/pessoa
Burriqueiro Aventura – 150 €/pessoa
Dia 0
Chegada e instalação dos participantes.
Dia 1
Desde a aldeia de Atenor, partiremos numa grande aventura tendo como companheiros de viagem alguns exemplares de Burros de Miranda. Passaremos por montes e vales verdejantes, seguindo por caminhos utilizados pelas pessoas locais desde há muitos anos, até atingirmos Vale de Algoso.
Logo um pouco após a saída de Atenor, vislumbraremos o Castelo de Algoso ao longe, espreitando por entre montes salpicados de campos e pombais tradicionais.

Passaremos ao lado de Teixeira e seguiremos em fila indiana por um velho carreirão outrora utilizado para chegar de forma mais rápida até Mora (a aldeia vizinha). O carreirão acompanha o Ribeiro do Prado, até atingirmos a Ribeira das Tortulhas. Dependendo da época do ano atravessá-la poderá ser uma aventura!
Deparamo-nos depois com uma subida em zig-zag até Mora onde faremos uma paragem para a merenda e um descanso. Aproveitamos para conviver um pouco com os habitantes da aldeia, fiéis representantes da amabilidade e simpatia transmontana.
O caminho até Uva é curto e sem grandes dificuldades. Logo depois de alguns minutos de caminho, poderemos observar a aldeia dos pombais. Após passarmos as eiras, local onde anteriormente o cereal era trilhado e separado, entraremos na povoação onde tentaremos visitar um dos seus muitos pombais tradicionais.
Seguiremos o antigo caminho até Vale de Algoso, durante o qual atravessaremos o Rio Angueira através de um açude, junto às ruínas de um antigo moinho de água.

Após a última subida da jornada, atingiremos Vale de Algoso, aldeia onde as casas antigas de pedra ainda predominam, onde se situa o Turismo Rural - Casa dos Pimentéis. A boa hospitalidade de quem aí mora tornará a sua estadia muito agradável.
Dia 2
Partiremos de Vale de Algoso em direcção a Algoso, por entre caminhos inicialmente rodeados de hortas e mais à frente de matos mediterrânicos, olivais e amendoais. Uma parte do caminho decorrerá entre lameiros, sempre à sombra de enormes freixos. Em tempo de amendoeiras em flor deparamo-nos com uma visão deslumbrante de encostas cobertas de branco com o castelo de Algoso ao fundo.
Após uma visita aos pontos mais emblemáticos da aldeia, subiremos até ao Castelo para usufruirmos de uma ampla vista sobre todo o planalto. O Castelo situa-se no cimo de uma imponente escarpa sobre o rio Angueira, de onde podem ser observadas águias de Bonelli, grifos e abutres do Egipto.

Passados os momentos de contemplação, seguiremos encosta abaixo até à antiga Ponte Medieval sobre o rio Angueira onde desfrutaremos de um almoço campestre numa das margens, onde poderemos observar cágados, melros-d’água e guarda-rios.

Já da parte da tarde, subiremos até à aldeia de Valcerto através de um caminho em zigue-zague que se desenvolve por um bosque de sobreiros centenários.
Ao fim da tarde seremos recebidos pelos habitantes de Valcerto, tal como anteriormente bons representantes da hospitalidade transmontana. Sempre que as suas actuações não o impeçam, as Pauliteiras de Valcerto animarão o serão, e possibilitarão a aprendizagem de uma das mais antigas danças guerreiras.
Dia 3
Pela manhã, após um pequeno-almoço campestre, deixaremos Valcerto para trás, e partiremos em direcção a Saldanha. Viajaremos sempre próximo da cumeada, com uma vista deslumbrante sobre todo o planalto, e acompanhados pela imagem do Castelo de Algoso a afastar-se cada vez mais.

Aproximamo-nos de Saldanha, uma agradável aldeia do concelho de Mogadouro situada próximo da confluência de duas ribeiras, numa zona bastante isolada. Dali seguiremos para Gregos, ainda por terras de Mogadouro, descendo e subindo por vales e ribeiras, rodeados de vegetação. À chegada a Gregos, atravessaremos a ribeira ao lado de uma antiga ponte de lages de xisto (piçarra – nome local).

Ao longo de todo o caminho vamo-nos deparando com pequenos e encantadores pormenores da paisagem, e cenas do quotidiano da vida no meio rural. Em todas as aldeias por onde vamos passando, poderemos observar bonitos exemplos do património arquitectónico tradicional desta região.

A viagem segue até ao ponto de saída, Atenor, após ultrapassarmos mais um pequeno vale, por entre olivais, matos e campos de cereal.
Contactos: burranco@gmail.com ou 960173863/914093724
|