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IX AÇÃO DE FORMAÇÃO EM MEDICINA VETERINÁRIA ESPECIALIZADA EM REPRODUÇÃO DE ASININOS
A clínica de asininos é, ainda, uma área pouco explorada pelas instituições de ensino em Portugal, tendo havido especial atenção por parte da AEPGA para colmatar estas falhas, nomeadamente na formação especializada em reprodução de asininos.

Este tema assume especial importância no contexto atual de conservação e desenvolvimento da Raça Asinina de Miranda, assim como nos programas de reprodução levados a cabo pelo Centro de Valorização do Burro de Miranda.

É neste sentido que se irá realizar nos dias 29 de Fevereiro e 1 de Março, em parceria com a UTAD, um workshop intensivo que aborda as diferentes componentes do Maneio Reprodutivo em Asininos. Na parte da manhã serão transmitidos os conhecimentos teóricos, aplicados depois durante a tarde, através de uma forte componente prática.

Este workshop destina-se a estudantes de medicina veterinária, médicos veterinários e a todos que desejem saber mais sobre o tema.

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Apoio Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Terras de Miranda do Douro, CRL

 Nos últimos dias de dezembro, fomos contactados pela Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Terras de Miranda do Douro, CRL no sentido de nos comunicarem a decisão da administração em atribuir à AEPGA — Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino, um apoio no âmbito do seu programa de responsabilidade social. O donativo traduziu-se na oferta de um conjunto de seguros para a associação, nomeadamente uma apólice de Seguro de Acidentes de Trabalho e de Responsabilidade Civil.

Pelo que o gesto significa, em termos de reconhecimento do trabalho desenvolvido pela AEPGA, e pela parceria estabelecida entre ambas as instituições, vimos agradecer publicamente à administração, bem como a todos os funcionários da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Terras de Miranda do Douro, CRL

 

Esperamos que outras entidades tenham o ensejo de seguir este exemplo, de reconhecer os valores e a missão do trabalho desenvolvido pela associação.

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Resgate de Burra de Miranda na aldeia de Paradela

 No dia 13 de janeiro, a AEPGA foi chamada à aldeia de Paradela (concelho de Miranda do Douro) para resgatar Mona, uma Burra de Miranda com 23 anos de trabalho na agricultura. Já reformada, depois de uma longa vida de labor, Mona sofria agora de tendinites nos dois membros posteriores, causadas por um acidente que sofreu há algum tempo, ao ficar com a pata posterior esquerda presa numa corda. Tendo danificado os tendões, passou a compensar a fragilidade dessa pata fazendo o esforço recair na pata posterior direita, provocando lesões nos dois membros que lhe estavam a impedir uma normal e saudável locomoção.
A avaliação veterinária concluiu que, além das tendinites e de um histórico de pneumonias, Mona apresenta artroses nos dois membros dianteiros.

Face a estas maleitas, decidiu-se que a burra seria entregue aos cuidados do Centro de Acolhimento do Burro (CAB). Recebida por muitos olhares curiosos e rodares de orelhas asininas, podemos dizer que foi bem acolhida no CAB, onde irá encontrar a sua nova casa e novos companheiros com quem poderá partilhar as histórias e peripécias que viveu no Planalto Mirandês.

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Pastoreio com burros

A imagem de um rebanho de ovelhas ou de cabras guardado por um ou mais cães é-nos muito familiar, tanto que em Portugal existem várias raças autóctones de cães de gado. Mais invulgar será a visão de burros a pastorearem ovinos e caprinos. Mas é o que já acontece em alguns países europeus, como Espanha, França e Suíça, mas também na Austrália e nos Estados Unidos.
Uma característica bem conhecida dos burros é a sua intolerância face aos cães. Porém, também é certo que após um período de socialização entre estes dois animais, a convivência não só é possível, como se traduz em fortes vínculos de amizade. Assim, a integração simultânea de burros e cães de gado num rebanho, resulta numa grande complementaridade de competências e capacidades.
Segundo aqueles que utilizam os asininos como guardas as vantagens são muitas. Em primeiro lugar, os burros são muito eficazes a detetar e afugentar canídeos externos ao rebanho, sejam lobos, coiotes ou cães selvagens, podendo morder ou dar coices, em caso de ataque. Em paralelo, os seus zurros de alarme, ouvidos a vários quilómetros de distância, servem também como aviso aos proprietários de que algo errado se passa. Como desvantagens são apontado os factos de, apesar dos rebanhos seguirem os burros, estes não são ideais para reunir animais transviados, e de poderem interferir com os nascimentos, tendo de haver mais cautela nessas alturas.
A quem quiser ter um “burro de guarda” aconselha-se escolher um animal afável com mais de dois anos, de preferência fêmeas ou machos castrados. Os rebanhos não devem ultrapassar os 100 animais, nem devem ser colocados mais do que dois burros a guardar um rebanho - caso contrário têm tendência a conviver entre eles, estando mais desatentos ao que se passa à sua volta.

Veja o exemplo de uma quinta na Galiza, onde se utilizam burros e cães para guardar vacas: aqui

 

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Tese de mestrado sobre o bem-estar dos asininos do Nordeste de Portugal

 No final de janeiro, Zélia Cruz apresentou na UTAD, a sua tese de mestrado integrado em medicina veterinária, intitulada “Avaliação do bem-estar dos asininos no Nordeste de Portugal”. Feita sobre a orientação do Professor Miguel Quaresma, a tese baseou-se em quatro princípios de bem-estar asinino: abrigo adequado, correta alimentação, bom estado de saúde e comportamento natural da espécie, com o objectivo de identificar problemas existentes, para melhor compreender, tratar e prevenir em situações futuras, bem como de analisar o rácio entre machos e fêmeas. Estes parâmetros foram avaliados durantes os anos de 2018 e 2019, no seguimento da Campanha de Sanidade e Bem-estar realizada pela AEPGA.
A tese de Zélia Cruz observou que, embora tenham sido detetados alguns problemas, a maior parte dos burros do Nordeste Transmontano vive uma vida saudável e sem dor. A condição corporal foi a maior preocupação encontrada, com burros a tender para o excesso de peso, tendo sido também registados problemas nos dentes e nos cascos. Na conclusão final do estudo salienta-se que “uma melhor compreensão do bem-estar dos asininos pode melhorar a vida dos burros, não só em Portugal mas também noutras partes do mundo. Isto pode ser feito educando os donos sobre as necessidades e cuidados diários, assim como sobre a importância da saúde dentária e do aparo dos cascos. É igualmente importante ajudar os donos dos asininos a identificar sinais de doença e de dor, de forma a prevenir a intensificação dos problemas de saúde animal”.
A AEPGA volta a dar os parabéns à mestranda em veterinária Zélia Cruz, agradecendo o empenho com que dedicou o seu objeto de estudo ao bem-estar dos asininos.

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Campanha Agro-Ambientais sem Glifosato / Herbicidas

 A AEPGA associa-se à Campanha “Agro-Ambientais sem Glifosato / Herbicidas”, dinamizada pela Plataforma Transgénicos Fora, que alerta para a importância da agricultura sustentável como ferramenta de combate às alterações climáticas.

Lançada dia 10 de fevereiro, Dia Mundial das Leguminosas, na Herdade do Esporão, a campanha pretende lutar por uma agricultura regenerativa, climática, sem OGM e com mais carbono no solo, de forma a reduzir as emissões de GEE (gases com efeito e estufa) com práticas agrícolas sustentáveis.
Num fase de preparação do Novo Quadro de Apoio da Política Agrícola Comum, a campanha tem como principais objetivos excluir o glifosato dos modos de produção agrícola subsidiadas pelas medidas agroambientais, bem como limitar o uso de outros herbicidas e reduzir o uso de pesticidas, em particular o que apresentam maior toxicidade para os seres humanos e fauna auxiliar, assim como excluir as culturas geneticamente modificadas (OGM). Procura-se, em simultâneo, alterar as regras das medidas agroambientais, de forma a reforçar a componente ambiental, majorar as ajudas aos produtores que façam uso de práticas agrícolas favoráveis à melhoria da fertilidade do solo e ao sequestro de carbono, e contribuir para inverter a tendência de erosão e degradação do solo.
Colocando a preservação ambiental no topo das prioridades, esta campanha pretende ainda envolver toda a sociedade portuguesa uma vez que a agricultura é uma atividade basilar que toca e afeta a todos.

Se pretender saber mais sobre esta Campanha, consulte www.stopogm.net

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VOLUNTARIA-TE PELO BEM-ESTAR ANIMAL (FEVEREIRO | MARÇO | MAIO | JUNHO 2020)

 Acreditamos na partilha de conhecimentos, nas redes interpessoais que se formam através da troca de experiências e no reconhecimento e divulgação dos recursos naturais da Terra, assim como de quem a habita. É neste sentido que a nossa missão tem um enfoque mais responsável na valorização do Burro de Miranda assim como da cultura de uma das zonas mais despovoadas, mas também uma das mais peculiares, de Portugal: o Planalto Mirandês.

É com este ímpeto que vimos, uma vez mais, lançar o desafio a quem se anime com o nosso mote: “Trabalhar pelo bem-estar de burros e pessoas”, um convite aberto a qualquer pessoa, de qualquer idade, que queira dar o seu (grande) contributo, durante 5 dias na nossa companhia.

A primeira campanha do VOLUNTARIA-TE de 2020 irá decorrer nos dias:

- 24 a 28 de fevereiro (Esgotado) ;
- 30 de março a 3 de abril;
- 4 a 8 de maio;
- 29 de junho a 3 de julho.

Os voluntários acompanharão os técnicos da AEPGA e dar-lhes-ão apoio nas mais variadas tarefas, nomeadamente:

nos cuidados diários dos burros: alimentação, apoio a tratamentos veterinários, escovagem, limpeza dos cascos e outros cuidados quotidianos;

na manutenção diária dos Centros: limpeza e arrumação do espaço, tarefas de manutenção (limpeza de estrume, construção/arranjo de vedações, fazer a cama dos burros, arrumar fardos, limpeza dos cobrejões, suadouros e alforges, limpeza e recolha de lenha dos lameiros adjacentes ao centro);

no acompanhamento dos veterinários e ferrador na visita aos criadores e proprietários de burros das aldeias do Planalto Mirandês com o objetivo de avaliar a saúde dos animais e partilhar informação sobre bem-estar asinino.

Contudo, caso potenciais voluntários tenham aptidões especiais (experiência em equitação natural, desenvolvimento de campanhas e eventos, fotografia e vídeo, gestão de base de dados, formação em design gráfico, etc.) não enumeradas na lista acima e lhes pareça que estas possam ser úteis à AEPGA, agradecemos que partilhem connosco, de modo a ponderarmos a planificação de um voluntariado especializado.

Qualquer dúvida, contactem-nos através de:

Telefone: +351 925790394(7)
E-mail: aepga@aepga.pt

Esperamos por ti!

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