AEPGA

 

Principezinho

Esteve prestes a chamar-se Fadista, devido ao triste fado com que nasceu. Acabou por ficar com nome mais esperançoso: Principezinho, que a todos cativou desde os primeiros passos.
A história deste burro começa na aldeia de Paradela, em finais de maio, na noite em que Cigana entrou em trabalho de parto. Preocupados com o facto de ela não se ter alimentado depois do nascimento da cria, os seus donos chamaram os veterinários da AEPGA que, após um inquérito minucioso, verificaram que as suas condições de saúde já se tinham deteriorado semanas antes. Uma colheita de sangue imediata revelou hiperlipemia (aumento da quantidade de lipídios na circulação sanguínea) com prognóstico muito reservado. Foram administrados anti-inflamatórios não esteroides, enquanto se tentava estimular o apetite com alguns dos alimentos preferidos da Cigana. No entanto, como não se verificaram melhoras e perante escassa possibilidade de sobrevivência foi sugerida a eutanásia, para evitar sofrimentos prolongado ao animal.
Com esperança no tratamento veterinário e devido à necessidade de leite materno e colostro por parte do recém-nascido, os donos da burra recusaram esta alternativa. Sendo assim, decidiu-se fazer fluidoterapia intravenosa. Apesar de todos os cuidados, a Cigana não resistiu e morreu dois dias depois.
Impossibilitados de alimentar o pequeno macho a biberão, os donos entregaram-no aos cuidados da AEPGA. Embora a tentativa de adopção por parte de outra fêmea não tenha resultado, o jovem Principezinho adaptou-se bem e hoje é um animal saudável, que corre e zurra de forma muito afinada.