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Alimentação

Tendo em conta o bem-estar geral dos burros, a alimentação é um dos fatores mais relevantes a que importa dar atenção, para evitar que os animais tenham excesso de peso ou, pelo contrário, percam peso e massa muscular devido a más escolhas alimentares.
Na natureza, os burros escolhem plantas ricas em fibras, seja pasto, folhas de árvores ou arbustos, que vão ingerindo em poucas quantidades ao longo do dia. Num burro estabulado, a palha de boa qualidade (cevada, trigo ou aveia) deve constituir a base da alimentação (75% no verão e 50% no inverno), complementada com feno e tempo controlado de pastagem. No entanto, evite que a palha contenha muito grão, por ser muito calórico. Da mesma forma, evite dar suplementos a animais que não mostrem necessidades específicas. Nunca ofereça guloseimas açucaradas: se, pontualmente, quiser recompensar o animal, dê-lhe cenouras ou maçãs cortadas.
Um animal médio de 250 kg consome, diariamente, entre 3,3 a 4,5 kg de alimentos, mas verifique se o seu burro está realmente a comer. Por vezes, por problemas dentários ou outros, os burros tateiam apenas a comida. Se encontrar bolas de comida no chão ou nas bochechas dos animais é muito provável que estejam com problemas de mastigação. Sinais de baba pela boca ou nariz podem indicar uma obstrução no esófago; nesses casos chame o médico veterinário de imediato. Se o burro tiver obeso nunca o deixe sem alimento: a perda de peso deve ser gradual, utilizando alimentos de baixas calorias e promovendo exercício mais frequente. Da mesma forma, a alteração na dieta de um burro demasiado magro deve ser progressiva.
Esteja atento a doenças como a laminite, uma inflamação nos cascos, e hiperlipémia (excesso de gordura no sangue) a que estão mais sujeitos os animais obesos, fêmeas grávidas ou lactantes. Neste caso, o sinal de alerta pode ser a perda de apetite. Em qualquer dos casos lembre-se que a prevenção é mais eficaz do que a cura.

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