AEPGA

 

Sebastião Antunes

Sebastião Antunes foi mentor do grupo “Peace Makers” que, a partir de 1991, deu origem à banda “Quadrilha”, cujo estilo resulta da fusão de elementos da música tradicional portuguesa e da sonoridade celta. Como compositor, letrista e intérprete desta banda, Sebastião Antunes procura fazer chegar a música popular aos mais jovens, contando com a colaboração de músicos oriundos de universos musicais distintos, como o jazz, a música clássico e a “dance music”.
Reinventando-se a cada novo disco novo, consegue sempre aliar os temas e melodias tradicionais a uma sonoridade pop, que põe toda a gente a cantar e a dançar.

A sua “Cantiga da burra”, que tantas vezes animou “L Burro I L Gueiteiro” e outros eventos da AEPGA, tem percussões, gaita e vozes dos Galandum Galundaina. Conheça a história dessa burra casmurra aqui: https://www.youtube.com/watch?v=OPQZJKMkB-Y


Como foi o seu primeiro contacto com os burros? Eles estiveram presentes na sua infância?
Sim, desde criança que tive contacto com os burros, pois os meus avós tinham um e quase todas as pessoas da aldeia possuíam um burrico. Eu gostava muito de lhes dar comida e fazer-lhes festas.


Lembra-se de algum momento curioso passado com algum burro que nos queira contar?
Lembro pois. Um dos mais engraçados foi exatamente nas burricadas, durante a paragem para o almoço. Eu estava sentado no chão com o prato no colo, muito entusiasmado com a conversa; quando dei por mim, um burro – talvez o Lourenço - comia tranquilamente do meu prato, para delírio dos restantes comensais.


Como surgiu a inspiração para a letra da “Cantiga da burra”?
Foi mesmo pela grande simpatia que tenho por estes coabitantes do nosso país. Vejo sempre neles qualquer coisa de matreiro e bem-disposto.


Passados já 8 anos desde o lançamento deste seu êxito (2012), “a burra que era mansa que era brava” continua a fazer bailar nos sítios por onde passa?
A ideia desta música foi juntar a música popular de autor com a eletrónica para que a influência tradicional pudesse também chegar às pistas de dança. Mas foi sucesso inesperado, que ainda hoje faz dançar.


Neste ano tão prejudicial para os concertos ao vivo, como aqueles que animaram as nossas festividades burriqueiras, tem novos projetos que queira partilhar connosco?
O grupo começou agora a trabalhar em coisas novas. Contaremos um pouco disto mais tarde.