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De Itália para Portugal: novos voluntários juntam-se à equipa da AEPGA!
No final de setembro, demos as boas-vindas a um novo grupo de voluntários italianos que se juntou à equipa da AEPGA, em Atenor, Miranda do Douro. Com percursos, motivações e expectativas diferentes, chegaram com vontade de descobrir novas realidades, adquirir conhecimentos e contribuir para os projetos e as atividades da associação.
Esta colaboração resulta de uma parceria entre a AEPGA e o CESC Project, no âmbito do Serviço Civil Italiano, que se mantém desde 2016. Todos os anos, acolhemos quatro jovens voluntários italianos, que se envolvem no nosso trabalho e contribuem para a missão de proteger o Burro de Miranda, conservar a biodiversidade e valorizar o património natural e cultural do Planalto Mirandês.
O Serviço Civil Italiano promove a educação, a paz entre os povos e a participação ativa na sociedade, através de iniciativas que beneficiam as comunidades e os territórios. Neste contexto, o CESC Project desenvolve e promove projetos de serviço civil em Itália e noutros países, incentivando uma cidadania consciente, assente na solidariedade, na cooperação e na convivência pacífica.
Para os voluntários, esta experiência representa uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional, de descoberta de novas realidades e de contacto com diferentes formas de pensar e de agir. Para a AEPGA, é também uma oportunidade de partilha, aprendizagem mútua e construção de laços com quem chega de longe para se juntar à nossa missão.

Para Alessandra, artista siciliana de 28 anos, a decisão de participar no Serviço Civil Italiano surgiu da vontade de encontrar uma relação diferente com o trabalho e de aproximar as suas escolhas dos seus valores pessoais. Em Atenor, encontrou a oportunidade de integrar uma realidade que considera especial. «Não procurava um refúgio da realidade, mas sim a oportunidade de colaborar e fazer parte de uma realidade especial», explica, destacando a energia da região e das pessoas que escolheram viver neste território.

Anna, de 27 anos, natural de Reggio Emilia, decidiu dedicar um ano ao voluntariado antes de iniciar a sua vida profissional. A vontade de trabalhar de perto com animais levou-a até à AEPGA, onde espera aprofundar os seus conhecimentos sobre os burros e conhecer melhor os diferentes projetos da associação. Quando descobriu o trabalho da AEPGA, não teve dúvidas: «Sabia que tinha de me candidatar», recorda. Ao longo desta experiência, tem descoberto também outras áreas de intervenção da associação, nomeadamente a conservação da natureza. A participação nas sementeiras é uma das atividades de que mais gosta, por lhe permitir compreender melhor as relações entre os seres vivos e a importância de cada ação para o equilíbrio dos ecossistemas.

Com 29 anos, Laura veio de Trieste, no nordeste de Itália, à procura de uma experiência fora do seu país e de uma oportunidade para contribuir para a sociedade. Ao conhecer o projeto da AEPGA, percebeu que poderia aprender mais sobre os burros e as suas necessidades. Sem expectativas definidas, foi surpreendida pela «gentileza das pessoas». A adaptação a uma nova língua, a um novo trabalho e a uma realidade diferente tem sido intensa, mas os momentos de convívio têm marcado positivamente a sua experiência. Entre as recordações mais especiais, destaca a festa da aldeia e o dia do seu aniversário, que passou com os colegas. Enquanto aprende a compreender melhor os burros e os cuidados de que necessitam, espera também aproveitar esta oportunidade para conhecer Portugal e descobrir novos lugares.

Jacopo, de 25 anos, chegou do norte de Milão a Atenor sem saber bem o que esperar desta experiência. A vontade de se conhecer melhor e de explorar novos caminhos levou-o a abraçar esta oportunidade de voluntariado. Um mês após a chegada, destaca a intensidade das experiências vividas e o sentido de comunidade que encontrou no Planalto Mirandês, tão diferente da realidade urbana a que estava habituado. «Este mês, acho que aprendi mais do que em qualquer outro momento dos últimos cinco anos», partilha. Entre a língua, o trabalho, as pessoas que vai conhecendo e o contacto com os burros, procura aproveitar tudo o que esta nova realidade tem para lhe oferecer. Agora, quer continuar a viver esta experiência e deixar que os burros lhe indiquem o caminho.
Apesar das diferentes motivações, os testemunhos de Alessandra, Anna, Laura e Jacopo mostram como o voluntariado pode ser uma oportunidade para aprender, partilhar conhecimentos, descobrir outras formas de viver e criar laços com a comunidade local. Entre o cuidado dos burros, as atividades de conservação da natureza e os momentos de convívio, cada dia traz novas aprendizagens e experiências que vão além do trabalho desenvolvido.
Na AEPGA, acreditamos que estas experiências se constroem em conjunto. A chegada de novos voluntários permite-nos partilhar conhecimentos, aprender com outras perspetivas e reforçar uma missão que se concretiza diariamente com o envolvimento de muitas pessoas: proteger o Burro de Miranda, conservar a biodiversidade e valorizar as comunidades rurais.
À Alessandra, à Anna, à Laura e ao Jacopo, desejamos uma experiência enriquecedora, repleta de descobertas, aprendizagens e momentos de partilha.
Obrigado por se juntarem a nós e por fazerem parte desta missão!


